Filmar a corrida da Acura dentro da esfera começou como provocação simples: e se a pessoa estivesse no carro, e não assistindo ao carro? A resposta moveu pré-produção, cenografia e captação para um terreno onde a referência cinematográfica clássica não bastava.
A equipe partiu de um storyboard pensado em ângulo único, mas precisou destruir esse plano logo na primeira semana. Em projeção esférica, não existe corte fora de quadro: tudo o que entra na lente acaba diante do espectador. Cada decisão de câmera virou também decisão de cenografia.
A captação
Trabalhamos com um rig esférico calibrado em campo, com costura de seis ópticas e referência de luz controlada. O ponto crítico foi o áudio: gravar o ronco do motor em quatro pontos distintos para depois remontar o som como se ele viesse do entorno e não da tela.
"Esse foi o primeiro projeto onde sentimos que a esfera deixou de ser tela e virou ambiente."
A pós-produção rodou em paralelo com a engenharia da esfera. Cada teste de exibição alimentou o corte; cada ajuste de corte alimentou a calibração de projeção. Nada ficou pronto antes de ver na cúpula.
O resultado
O ciclo de exibição passou de uma semana planejada para meses de operação contínua. O case virou referência dentro do segmento automotivo e abriu caminho para outros projetos que partem da mesma pergunta: e se a pessoa entrasse?










